
Quando se fala em nova Bretton Woods é mais para lembrar um processo de formação de consenso dos países mais importantes, que ficou marcado na História. Mas os dois momentos não guardam muita relação, e as decisões a serem tomadas também não.
O principal avanço foi enterrar de vez a legitimidade do G-7. Ele voltará a se reunir, mas não terá, como antes, a idéia dos comandantes do mundo tomando as decisões que afetarão a todos. O G-20, por sua vez, é uma contradição ambulante. Gente demais para tomar decisão, interesses conflitantes e alguns países meio fora da ordem. Uma crítica que o grupo enfrentou logo de cara foi deixar a Espanha de fora e incluir a Argentina. A primeira, com um sistema financeiro moderno e sofisticado; a segunda vivendo um intervalo entre duas moratórias, porque ninguém duvida que é isso que o casal Kirchner acabará colhendo com suas medidas destemperadas, como a estatização da previdência privada para cobrir o rombo do governo. Mas o fato de que os países ricos reconheçam que sem Índia, China, Brasil, Coréia, Austrália e outros países médios importantes é impossível ter uma conversa séria sobre reorganização financeira mundial é um avanço. Também é um avanço que se reconheça que um FMI, em que Holanda e Bélgica têm mais poder que o Brasil, não faz sentido algum.
Em alguns dos pontos de acordo da reunião, há que se duvidar da sinceridade. Os chefes de Estado concordaram em não tomar medidas protecionistas por 12 meses. Bush só podia se comprometer por dois. Os outros dez ficarão por conta de Obama, que durante a campanha defendeu algumas propostas protecionistas, na linha do "Made in America". O Brasil já está querendo proteção contra uma invasão chinesa. A Europa mantém suas velhas barreiras protecionistas. Bush, que se definiu como uma "pessoa do livre comércio", é o mesmo em cujo governo foram mantidas as sobretaxas ao etanol brasileiro e aprovadas leis agrícolas que elevaram, em vez de diminuir, os subsídios agrícolas. Uma das lições de 1929 foi que o protecionismo agravou a recessão. Então, os chefes de Estado dos maiores países do mundo estão dizendo que, teoricamente, sabem que isso pode agravar a situação, mas não há qualquer garantia de que isso seja seguido, mesmo pelos países que continuarão tendo o mesmo chefe de Estado nos próximos 12 meses.
Outro dilema a ser enfrentado pelos países, independente do que decidam os EUA na Era Obama, é que se o controle sobre os bancos e as operações bancárias forem fortes demais, isso pode restringir o crédito e impedir a recuperação; mas se forem lenientes, como nos últimos tempos, estarão dizendo ao mundo que as autoridades monetárias dos países não são capazes de controlar seus mercados. Há inúmeros casos de absurdos revelados na esteira da atual crise.
O principal avanço foi enterrar de vez a legitimidade do G-7. Ele voltará a se reunir, mas não terá, como antes, a idéia dos comandantes do mundo tomando as decisões que afetarão a todos. O G-20, por sua vez, é uma contradição ambulante. Gente demais para tomar decisão, interesses conflitantes e alguns países meio fora da ordem. Uma crítica que o grupo enfrentou logo de cara foi deixar a Espanha de fora e incluir a Argentina. A primeira, com um sistema financeiro moderno e sofisticado; a segunda vivendo um intervalo entre duas moratórias, porque ninguém duvida que é isso que o casal Kirchner acabará colhendo com suas medidas destemperadas, como a estatização da previdência privada para cobrir o rombo do governo. Mas o fato de que os países ricos reconheçam que sem Índia, China, Brasil, Coréia, Austrália e outros países médios importantes é impossível ter uma conversa séria sobre reorganização financeira mundial é um avanço. Também é um avanço que se reconheça que um FMI, em que Holanda e Bélgica têm mais poder que o Brasil, não faz sentido algum.
Em alguns dos pontos de acordo da reunião, há que se duvidar da sinceridade. Os chefes de Estado concordaram em não tomar medidas protecionistas por 12 meses. Bush só podia se comprometer por dois. Os outros dez ficarão por conta de Obama, que durante a campanha defendeu algumas propostas protecionistas, na linha do "Made in America". O Brasil já está querendo proteção contra uma invasão chinesa. A Europa mantém suas velhas barreiras protecionistas. Bush, que se definiu como uma "pessoa do livre comércio", é o mesmo em cujo governo foram mantidas as sobretaxas ao etanol brasileiro e aprovadas leis agrícolas que elevaram, em vez de diminuir, os subsídios agrícolas. Uma das lições de 1929 foi que o protecionismo agravou a recessão. Então, os chefes de Estado dos maiores países do mundo estão dizendo que, teoricamente, sabem que isso pode agravar a situação, mas não há qualquer garantia de que isso seja seguido, mesmo pelos países que continuarão tendo o mesmo chefe de Estado nos próximos 12 meses.
Outro dilema a ser enfrentado pelos países, independente do que decidam os EUA na Era Obama, é que se o controle sobre os bancos e as operações bancárias forem fortes demais, isso pode restringir o crédito e impedir a recuperação; mas se forem lenientes, como nos últimos tempos, estarão dizendo ao mundo que as autoridades monetárias dos países não são capazes de controlar seus mercados. Há inúmeros casos de absurdos revelados na esteira da atual crise.
mercado devido a problemas pessoais não acompanhei o mercado hoje !
até segunda











